Sobre o papel da informação na decisão em saúde reprodutiva | Gedeon International

Por ocasião do Dia Mundial da Contraceção, assinalado a 26 de setembro, a Sociedade Portuguesa da Contraceção (SPDC) reafirma que o papel do profissional de saúde na consulta de planeamento familiar e saúde sexual e reprodutiva é informar, não decidir em nome do outro.

Cabe à ciência esclarecer: apresentar de forma rigorosa e acessível as opções disponíveis, os seus riscos, benefícios e limitações, sem juízos de valor e sem imposição de escolhas. Cabe à pessoa decidir: com base nessa informação, e de acordo com os seus próprios valores, circunstâncias e objetivos de vida.

Esta distinção não é apenas uma boa prática clínica, é um princípio ético fundamental. A decisão informada pressupõe acesso a informação completa, verdadeira e compreensível. Sem ela, não existe verdadeira autonomia, apenas a aceitação de uma escolha feita por terceiros.

É também este o espírito do Dia Mundial da Contraceção: lembrar que o acesso à informação sobre os métodos contracetivos disponíveis é, em si mesmo, uma condição para o exercício pleno dos direitos reprodutivos e não um privilégio.

A SPDC entende que garantir este acesso à informação é, em si mesmo, um ato de defesa dos direitos reprodutivos.

Sociedade Portuguesa da Contraceção
Maternidade Daniel de Matos
Rua Miguel Torga, 3030-165 Coimbra
E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

© Copyright 2021 - Sociedade Portuguesa da Contraceção | Todos os direitos são reservados