
No dia 8 de março vamos celebrar o Dia Internacional da Mulher, um dia dedicado a homenagear as conquistas das mulheres em todo o mundo, reconhecendo os muitos desafios ainda persistem.
Em Portugal, as mulheres têm sido pilares fundamentais da saúde ao longo de gerações — como médicas, enfermeiras, investigadoras, técnicas, cuidadoras e gestoras. Atualmente, são maioria entre os profissionais de saúde e desempenham um papel decisivo na sustentabilidade e na qualidade do nosso sistema de cuidados.
Celebrar este dia no contexto médico é reconhecer o contributo extraordinário das mulheres nos Serviços de Saúde. É também reconhecer que, apesar dos progressos, persistem desigualdades: no acesso a cargos de liderança, no reconhecimento académico, na progressão na carreira e na conciliação entre a vida profissional e pessoal.
Enquanto médicos, temos uma responsabilidade acrescida. Não apenas na promoção da igualdade dentro das nossas instituições, mas também na forma como cuidamos. A Medicina sensível ao género melhora diagnósticos, tratamentos e resultados em saúde. Ignorar as desigualdades de género é comprometer a qualidade dos cuidados que prestamos.
Este dia, reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas, lembra-nos que a igualdade é um princípio de direitos humanos, mas também um imperativo científico, ético e profissional.
A saúde é um direito humano fundamental, e ainda milhões de mulheres em todo o mundo enfrentam barreiras que as impedem de aceder aos serviços de saúde de que necessitam.
No nosso País, o acesso à saúde reprodutiva enfrenta barreiras, as dificuldades são evidentes e conhecidas e são reclamadas pelos profissionais de saúde em nome das mulheres.
Celebrar o Dia Internacional da Mulher é, na Saúde, reafirmar o nosso compromisso com a dignidade, a equidade e o cuidado centrado na pessoa.
Uma saúde mais justa para as mulheres é uma saúde melhor para todos.

Dra. Mafalda NevesNo Dia Internacional da Mulher celebramos direitos conquistados. Mas em Portugal, sabemos que esses direitos não são assim tão antigos.
Houve um tempo — não distante — em que a maternidade era destino quase inevitável. Em que o corpo da mulher era território pouco explicado, pouco protegido, pouco escolhido. Mudámos. Mudámos com educação. Mudámos com ciência. Mudámos com coragem. A contraceção foi uma das mudanças mais silenciosas — e mais transformadoras — da nossa história recente.
Ao longo da prática clínica, torna-se claro como uma decisão informada pode alterar um percurso inteiro. Jovens que puderam continuar a estudar. Mulheres que escolheram esperar. Mães que decidiram que a sua família estava completa. Mulheres com doença crónica que encontraram segurança. Sobretudo, vê-se tranquilidade nascer depois de uma conversa clara. Porque a contraceção não é apenas um método. É autonomia traduzida em medicina. É liberdade sustentada pela evidência. É dignidade aplicada à prática clínica.
Num país que evoluiu tanto nas últimas décadas, a possibilidade de decidir quando ser mãe tornou-se um dos maiores pilares da igualdade real. E isso nunca deve ser banalizado.Neste Dia da Mulher, celebramos também a responsabilidade de continuar a garantir informação rigorosa, acesso equitativo e decisão partilhada.
Porque quando uma mulher escolhe, não está apenas a planear o seu futuro. Está a romper com séculos de silêncio. Está a transformar biologia em consciência. Está a afirmar, com serenidade e força, que o seu corpo tem voz.
A verdadeira igualdade começa quando a maternidade deixa de ser destino e passa a ser escolha.

Dra. Ana Rosa CostaO Dia Internacional da Mulher começou a ser celebrado em 1917, quando mulheres russas saíram às ruas exigindo melhores condições de vida e trabalho, num movimento que acabou por desencadear mudanças profundas. Só muitos anos depois, em 1975, a data foi oficialmente reconhecida pela ONU, reforçando o seu significado mundial.
Apesar de existir uma data oficial, o papel da mulher na sociedade faz com que este dia seja, na verdade, diário:As mulheres sustentam famílias, comunidades e profissões com dedicação contínua. Contribuem para avanços sociais, científicos, culturais e económicos.Lutam diariamente por igualdade de oportunidades e direitos Exercem múltiplos papéis com resiliência constante.
Celebrar o Dia da Mulher é importante, mas reconhecer o seu valor todos os dias é essencial. É no quotidiano que se constroem respeito, igualdade e reconhecimento real.
Hoje presto um profundo agradecimento a todas as mulheres que lutaram ,que enfrentaram o silêncio imposto, que desafiaram leis injustas, que marcharam nas ruas, que escreveram, ensinaram, cuidaram e resistiram quando o mundo dizia que não podiam. Cada direito conquistado (ao voto, à educação, ao trabalho digno, à autonomia sobre o próprio corpo e à participação plena na sociedade) não deve ser esquecido.
Que a memória de figuras como Simone de Beauvoir, nos inspire a continuar avançando, com firmeza e solidariedade.
A todas as que vieram antes, às que estão hoje na linha de frente e às que ainda virão: obrigada pela coragem, pela persistência e pela esperança. A liberdade que temos hoje a elas se deve.

No Dia Internacional da Mulher, celebramos a força, a resiliência e o papel indispensável que a mulher desempenha na família e na sociedade. Seja como mãe, profissional, líder ou cuidadora, a mulher tem conquistado espaço e reconhecimento, mostrando diariamente que competência não tem género.
Ao longo das últimas décadas, assistimos a avanços extraordinários na vida profissional das mulheres. Hoje, ocupam cargos de liderança, transformam áreas científicas e inovam em setores antes dominados por homens. E, claro, fazem tudo isso enquanto continuam a ouvir frases como: “Consegues só ver onde está a minha camisa?” – porque algumas tradições nunca morrem.
Entre as grandes conquistas femininas está também o acesso à contraceção moderna. A descoberta da pílula anticoncecional marcou uma verdadeira revolução: deu autonomia, liberdade e permitiu que as mulheres pudessem planear não apenas a maternidade, mas também o seu percurso pessoal e profissional. Foi um pequeno comprimido, mas um enorme passo para a igualdade.
Hoje celebramos não apenas o que já foi alcançado, mas também o que ainda está por vir. Porque quando uma mulher avança, a sociedade inteira avança com ela. E se há algo que a história já provou, é que nada é mais imparável do que uma mulher determinada — especialmente se for uma mulher determinada… e bem contraceptivamente planeada.
Feliz Dia Internacional da Mulher!
Sociedade Portuguesa da Contraceção
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